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quinta-feira, 8 de junho de 2017

Outra vez - Nuno Melo, JN, 08/06/17

Madrid, Londres, Toulouse, Bruxelas, Paris, Copenhaga, Paris, Bruxelas, Nice, Wurzburgo, Rouen, Berlim, Paris, Londres, Estocolmo, Manchester, Londres e novamente Paris, por esta ordem, desde 2004. O horror vai sendo perpetrado na UE por cobardes que vitimam civis indefesos, crentes de que uma guerra se trava assim e o paraíso recompensará a loucura. A cada atrocidade repetem-se proclamações previsíveis - os terroristas não vão mudar os nossos modos de vida - insiste-se que a Europa precisa de gente e reforçam-se as juras pelo multiculturalismo. Depois, continua tudo na mesma.

Na Europa há bairros de cidades onde a Polícia não entra, a Sharia é imposta e radicais identificados pregam o fundamentalismo islâmico, no apelo à destruição dos valores de referência das sociedades ocidentais que lhes dão abrigo. Tudo se aceita, justificado no sacrossanto direito à diferença e à liberdade de expressão. Simplesmente não é normal.

O multiculturalismo implica respeito igualmente mútuo. E a Europa não precisa de gente apenas. Só faz falta quem se integre, aceitando e cumprindo as regras de quem abre as suas portas. Absurdo é que quem acolha, se possa sentir refém na sua própria terra. Mas acontece.

Os atentados registados foram cometidos na maior parte dos casos por cidadãos nascidos na Europa, quase sempre descendentes de imigrantes que deixaram países muçulmanos à procura de melhores condições de vida e em menor número, por terroristas externos. Em comum, a doutrinação multipolar pregada tanto em mesquitas tradicionais como através da sofisticação apelativa da Internet, preenchendo vazios de identidade e dando sentido messiânico à morte.

O fluxo terrorista sai, entra e circula. Deve ser controlado e combatido. Não se consegue com romantismo. Mas há quem se convença que sim.

A renovação do Passenger Name Register, criado para controlo de passageiros em aviões, em colaboração com os EUA, esteve anos a marinar no Parlamento Europeu, por haver quem defendesse que a proteção de dados que as agências de viagens já têm, deveria prevalecer sobre a segurança coletiva. Polícias de muitos países recusam-se a partilhar informações sobre dados que interessam a todos. E a pressão junto às fronteiras externas é tratada indistintamente como "fluxo de refugiados", sem hotspots capazes de os distinguir dos migrantes que legitimamente procuram trabalho, mas são uma realidade diferente e até de terroristas que entram a par. Para muita Esquerda, milhares de pessoas sem controlo nem identificação a atravessar a UE não tem problema. Até um dia.

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